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terça-feira, 13 de novembro de 2012

DESPEDIDA

Para longe, muito longe
Hoje mesmo irei partir,
Portanto aqui eu estou
Pra poder me despedir
De você e então dizer-lhe:
Saudades irei sentir.

Eu fiz tudo o quanto pude
Pra conquistar seu carinho.
Não consegui, sendo assim
Seguirei outro caminho
Vejo que o meu destino
É viver sempre sozinho.

Perdoe-me se eu não resistir
E em sua frente chorar
Eu sei que será difícil
Minha emoção controlar.
Só me abrace fortemente
Pois talvez, talvez a gente
Nunca volte a se encontrar!

Hélio Leite - 2012


domingo, 24 de junho de 2012

SAUDADE DA GOTA SERENA!


Da sua pele macia,
Da sua boca pequena,
Do seu cheiro, dos seus olhos,
Da sua voz tão amena...!
Pra lhe dizer a verdade
Estou sentindo saudade
Que só a gota serena!

24/06/12

segunda-feira, 18 de junho de 2012

CARTÃO POSTAL DE JATIÚCA


Jatiúca certamente não tem
Coisa alguma pra chamar atenção
Tal qual à rara beleza de alguém
A qual é causa de admiração.

Refiro-me a uma mulher que contém
Traços esboçados com perfeição.
Ela é frajola, atraente e também
Tem um realce sem explicação.

Vejo nela o que falta nas demais,
Ela tem destaques especiais
E uma personalidade tão bela.

Por ser uma escultura divinal,
Defino-a, sim, como o cartão postal
Da minha vila pequena e singela.


Jatiúca, 30/04/00

quarta-feira, 23 de maio de 2012

NÃO LHE QUERO MAIS


Por você derramei pranto,
Você não quis nem saber.
Após ter sofrido tanto,
Eu decidi lhe esquecer,
Aos poucos fui lhe esquecendo
Depois você vem me dizendo
Que me tem amor sincero...
Fui no passado infeliz
Porque você não me quis
Mas agora eu não lhe quero.

Aos seus pés eu rastejei,
Supliquei por seu carinho
Rejeitou o que lhe dei,
Me deixando tão sozinho.
Encontrei um grande amor,
Deixei de ser sofredor,
Pois tenho alguém que venero.
Pra ter você, tudo eu fiz,
Porém você não me quis
Mas agora eu não lhe quero. 

Hélio Leite - Fevereiro/2000

terça-feira, 1 de maio de 2012

EU QUERIA RECOMEÇAR


Eu queria poder recomeçar,
Voltar para o início do meu passado.
Só assim poderia consertar
Os tantos erros por mim praticados.

Quantas coisas boas deixei passar,
Quantos momentos lindos não vivi,
E só agora eu posso calcular
Tudo quanto no passado perdi.

Eu falei tantas coisas sem pensar,
Foram tantas que pensei e não disse...
Sinto um arrependimento sem par
Só por ter feito tamanha tolice.

Não fiz tantas coisas por sentir medo
E diversas que fiz foram em vão,
Guardei comigo inúmeros segredos,
Os quais machucaram meu coração.

Chances que perdi não as terei mais.
Por isso é que vivo tão descontente.
Se fosse possível voltar atrás
Queria fazer tudo diferente.
 
Hélio Leite - 2002

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O PROVEITO DA VIDA


Devemos aproveitar
Cada momento da vida,
Pois ela vive a passar
De forma despercebida.
O tempo, sem piedade,
Passa com velocidade
E não retorna jamais.
E aquele que cochilar,
Quando vier despertar
Já será tarde demais.

Mas só é aproveitada
Sendo da seguinte forma:
Se seguirmos nossa estrada
Obedecendo estas normas:
Vivendo com a verdade,
Tendo amor, felicidade,
Fé, saúde, muita paz,
Tendo Deus ao nosso lado,
Orgulhosos do passado
Que deixamos para trás.
 
Hélio Leite - 2002

domingo, 18 de março de 2012

O MEU PEITO É UM CHOCALHO


Meu Pernambuco eu deixei
Já faz cinco anos e meio.
Em São Paulo, chão alheio,
Trabalho e apoio encontrei.
Meu torrão, sempre amarei,
Quero em breve visitá-lo
Quero ouvir cantar o galo
Nas madrugadas de orvalho.
O meu peito é um chocalho,
A saudade é o badalo!

            Hélio Leite - SBC, 02/08/07

Que o chocalho do seu peito
Não deixe de dar tinido,
Pois quem não sente saudades
Do berço natal querido,
Como não tem coração,
Nem era pra ter nascido.

           Dedé Monteiro - Tabira, 13/08/07

terça-feira, 13 de março de 2012

FORRÓ DIFERENTE


Fizeram em Jatiúca
Um forró pra lá de bom.
Mas um cabra começou
A falar em alto tom.
Sem ninguém lhe dar motivo,
Ficou bastante agressivo,
Quebrou a caixa de som...

A festa estava animada,
Porém acabou nessa hora
O rapaz dono do som
Foi chegando sem demora
E como estava zangado
Pegou o cabra safado
Jogou pro lado de fora.

Ainda levou um soco
E também um empurrão,
Para aprender beber cana
E procurar confusão.
E como estava lá fora,
Sem a mínima demora,
Fugiu da situação.

Ele montou numa moto
Dizendo: - Sou muito macho...
Juntou-se com um colega
Para fazer esculacho.
E pra chamar atenção,
Caçaram mais confusão,
Rua a cima, rua a baixo.

A rua cheia de gente
E o sujeito em disparada.
Alguns rapazes estavam
Reunidos na calçada,
O bestalhão, sem receio,
Tentou passar pelo meio,
Levou logo uma mãozada.

Com esta forte pancada
A briga recomeçava:
Um batia, outro batia,
Um corria, outro pegava.
Só sei que daí pra frente
Esse “forró diferente”
Na rua continuava.

Foi um enorme barulho,
Porém sem muito aperreio,
Brigaram com pés e mãos,
Pois armado ninguém veio
E quem quisesse “dançar”,
Não precisava pagar,
Era só entrar no meio.

Era difícil sair
Daquele grande sufoco.
Eram uns 40 cabras
Dando pontapé e soco...
Houve sujeito atrevido
Que levou no pé do ouvido
Mãozada de ficar mouco.

A polícia que viera
Não estava mais presente.
Logo, eles aproveitaram
E “dançaram” livremente...
Mesmo se ainda estivesse,
Só se reforço viesse
Para acalmar tanta gente.

Sei que no dia seguinte
(Depois que tudo passou)
Nosso posto de saúde
Rapidamente lotou
Com os ditos elementos
Pra cuidar dos ferimentos
Que o “forró” propiciou.

Foi em 26 de maio
Do ano de 96,
Eu presenciei do início
Toda aquela estupidez;
Guardei na minha memória
E versejei esta história
Para mostrar a vocês!

Hélio Leite - Jatiúca, 25/06/00