Visitando o meu sertão
Que tanta grandeza encerra,
Trouxe um punhado de terra
Com a maior satisfação.
Fiz isso na intenção,
Como fez Pedro Segundo,
De quando eu deixasse o mundo
Levá-lo no meu caixão.
Chegando ao Rio, pensei
Guardá-lo só para mim
E num saquinho de brim
Essa relíquia encerrei!
Com carinho e com cuidado
Numa ripa do telhado,
O saquinho pendurei...
Uma doença apanhei
E vendo bem próxima a morte
Lembrando as terras do norte
Do saquinho me lembrei.
Que cruel desilusão!
As traças, sem coração
Meteram os dentes no saco,
Fizeram um grande buraco
E A TERRA CAIU NO CHÃO.
Zé da Luz
Na construção do açude
Do meu tio em Pé de Serra,
Eu carreguei muita terra,
Trabalhei o quanto pude.
Perdi até a saúde,
Pois minha jega era o cão...
E um dia o jegue de Adão
Deu uma carreira nela
Virou a cangalha dela
E A TERRA CAIU NO CHÃO.
Dedé Monteiro
Com jeito, calma e cautela
Numa manhã bem formosa
Eu plantei um pé de rosa
No centro de uma panela.
Cresceu e tornou-se bela
Desabrochou um botão,
Veio um dia um furacão
A forquilhinha rajou-se,
A banelinha quebrou-se
E A TERRA CAIU NO CHÃO.
Antônio Marinho
Eu plantei um pé e uva
Dentro de uma panela,
Em cima duma janela
Da casa de uma viúva.
Nesse dia, deu uma chuva
Com corisco e com trovão;
Veio o vento furacão,
E derrubou a janela,
Esbagaçou-se a panela,
E A TERRA CAIU NO CHÃO.
Bentivi Neto
Que tanta grandeza encerra,
Trouxe um punhado de terra
Com a maior satisfação.
Fiz isso na intenção,
Como fez Pedro Segundo,
De quando eu deixasse o mundo
Levá-lo no meu caixão.
Chegando ao Rio, pensei
Guardá-lo só para mim
E num saquinho de brim
Essa relíquia encerrei!
Com carinho e com cuidado
Numa ripa do telhado,
O saquinho pendurei...
Uma doença apanhei
E vendo bem próxima a morte
Lembrando as terras do norte
Do saquinho me lembrei.
Que cruel desilusão!
As traças, sem coração
Meteram os dentes no saco,
Fizeram um grande buraco
E A TERRA CAIU NO CHÃO.
Zé da Luz
Na construção do açude
Do meu tio em Pé de Serra,
Eu carreguei muita terra,
Trabalhei o quanto pude.
Perdi até a saúde,
Pois minha jega era o cão...
E um dia o jegue de Adão
Deu uma carreira nela
Virou a cangalha dela
E A TERRA CAIU NO CHÃO.
Dedé Monteiro
Com jeito, calma e cautela
Numa manhã bem formosa
Eu plantei um pé de rosa
No centro de uma panela.
Cresceu e tornou-se bela
Desabrochou um botão,
Veio um dia um furacão
A forquilhinha rajou-se,
A banelinha quebrou-se
E A TERRA CAIU NO CHÃO.
Antônio Marinho
Eu plantei um pé e uva
Dentro de uma panela,
Em cima duma janela
Da casa de uma viúva.
Nesse dia, deu uma chuva
Com corisco e com trovão;
Veio o vento furacão,
E derrubou a janela,
Esbagaçou-se a panela,
E A TERRA CAIU NO CHÃO.
Bentivi Neto