Villa Bella Jornal - Ed. Jan/Fev/2013
Eu agradeço, mais uma vez, ao amigo Dierson Ribeiro por mais uma publicação de trabalho meu no Villa Bella Jornal.
sábado, 6 de abril de 2013
sábado, 29 de dezembro de 2012
A cultura é o manto da igualdade:
Não destrói, não exclui, nem discrimina.
Não destrói, não exclui, nem discrimina.
(mote de Alexandre Morais – para o 5º Pajeú em Poesia)
O que vem de raiz impõe respeito;
Por exemplo: o xaxado e o baião.
Não se pode mexer com tradição,
Nem tratá-la com ranço ou preconceito.
Quem disser: “esta arte eu não aceito!”,
Esqueceu que é humano e ela é divina,
E que o artista, em si mesmo, traz a sina
De tentar melhorar a humanidade.
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Alexandre é “o cara” da cultura,
Pra quem tiro o chapéu todo momento.
Seu projeto retrata o seu talento,
Seu caráter jamais se desfigura.
“Pajeú em Poesia” não censura
A pureza da alma campesina.
Ele só não concorda, e nem combina,
Com quem pisa na nossa identidade.
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Esta “Mesa” forrada de repente
E enfeitada por vates geniais,
Vem mostrar que o sertão tem muito mais
Do que fome, pobreza e terra quente.
E o poeta, de forma inteligente,
Transbordando da verve nordestina,
Vem provar que o divino só termina
Quando um dia matarem a liberdade.
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Dedé Monteiro
A cultura de
um povo é seu escudo
A reserva
maior da educação
Preservando-a
constrói-se uma nação
De uma gente
feliz que tem de tudo
Sem cultura
este povo fica mudo
Perde a fé,
não tem força, se elimina
Desprezar as
raízes nada ensina
Cultivar sua
arte traz verdade
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Jorge Filó
A cultura pra mim é o xaxado
É o aboio penoso do vaqueiro
É a vela na mão do jangadeiro
É um carro de boi lubrificado
É banha de porco e brilhantina
Uma bodega sortida na esquina
E uma novena na comunidade
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Miguel Leonardo
A Cultura é
o símbolo mais perfeito
Da história
das civilizações
Porque cria
e preserva tradições
Com orgulho,
emoção, dom e respeito
Coração
maternal sem preconceito
Com escolha,
etnia ou melanina
Não aceita
influência nem propina
Mas aceita
somar boa vontade
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Zé Adalberto
Pra tentar
nivelar a raça humana
Hitler fez o
que fez na Alemanha,
Dizimou
cidadãos numa campanha
Tão imunda,
covarde e tão tirana.
E o sangue
jorrado em terra plana
É o manto
que o mundo hoje abomina,
Não aquece,
não cresce e não ensina
Como faz a
cultura de verdade,
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Elenilda Amaral
Arco íris só
brilha quando chove
Passarinho
não canta na prisão
Um mendigo
implora por um pão
Tudo isso
aos poucos me comove.
Poesia é
sustento que me move
Quando faço
é deus que me ensina
Co’ o poder
minha mente ilumina
Pra falar
sobre vida sem maldade
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Erivoneide
Amaral
É a placa
que apontando o destino
É lição para
aquele que deseja
É a fonte do
saber quando se almeja
É um mestre
na vida de um menino
Companhia do
poeta Pelegrino
É a rima de
uma estrofe pequenina
Emoção que a
alma contamina
Demonstrando
toda sua intensidade
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Wellington
Rocha
Na cultura
quem mira sempre acerta
Desde um
clássico composto por Sivuca
Carimbó
cantado por Pinduca
Lá no sul
vanerão é coisa certa
Parintins dá
um grito de alerta
Caprichoso e
Garantido é coisa fina
O São João
das ruas de Campina
A catira lá
em Natividade
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Temos a
vaquejada em Surubim,
Tem o fank
dos morros e dos guetos
Tem a festa
de peão lá em Barretos
Festival de
inverno em São Joaquim
Lá em São
Domingos do Capim
É surf no
rio quem domina,
Em Lençóis,
na Chapada Diamantina
O reisado
dita o ritmo na cidade.
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Quando
escuto Pena Branca e Xavantinho
Gonzagão,
Tonico e Tinoco
Castanha e
Caju cantando coco
Vejo a arte
espalhada no caminho
E um verso
do sábio Canhotinho
É cultura na
forma cristalina
Emitida do
fundo de uma mina
Quem ninguém
sabe a profundidade
A CULTURA É O MANTO DA IGUALDADE:
NÃO DESTRÓI, NÃO EXCLUI, NEM DISCRIMINA.
Ademar
Rafael - Marabá-PA
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5º Pajeú em Poesia,
Glosas
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
5º PAJEÚ EM POESIA
Eu fui ao 5º Pajeú em poesia
e gostei muito!
Miguel Leonardo*
Aconteceu no último dia 25/12/2012 o 5º Pajeú
em poesia, um evento que homenageou o repentista que melhor canta as coisas do
sertão – João Paraibano. O evento ocorreu em Afogados da Ingazeira no Beto Show, foi organizado por Alexandre Moraes e contou
com a participação de vários expoentes da poesia pajeuzeira como o decano Dedé
Monteiro, que coordenou a mesa de glosas.
Um dos destaques do evento para mim foi a
participação de muitas mulheres jovens, que por sinal, têm mais charme ao
declamar do que os poetas do sexo masculino. A participação das jovens poetisas
até que poderia ser um tema de monografia e várias perguntas poderiam ser
feitas de imediato: Por que as mulheres estão ocupando com tanta competência um
espaço que antes era de domínio dos homens?
Poderemos em breve termos um recital, um festival ou uma mesa de glosas
somente com mulheres? O fato é que a poesia do Pajeú continua viva e inovadora
e esta região permanece sendo um filão para ser explorado por pesquisadores e
um espaço de magia para se banhar a alma com o que há de mais sublime em nossos
sentimentos.
Um garoto de 8 anos de idade, Samuel de
Tuparetama, roubou a cena declamando versos como gente grande, alimentando a esperança
da poesia rebrotar como árvore da caatinga que quando é decepada insiste em não
morrer, brotando nas primeiras chuvas.
Além do recital com a nata dos poetas de
ofício, houve a mesa de glosas e a homenagem dos violeiros fazendo apologia a
João Paraibano e no fim, o próprio João juntamente com Sebastião Dias fecharam
o evento com chave de ouro, arrancando aplausos da plateia. Portanto, quem não
foi perdeu e para consolo resta agora se preparar para o sexto, no ano que vem.
E para finalizar deixo um mote de minha autoria e a primeira glosa:
JOÃO
PARAIBANO É QUEM CANTA
AS
COISAS MAIS PURAS DO SERTÃO
Uma junta de bois a desfilar
Arrastando um carro ou um arado
O vaqueiro aboiando com o gado
O feijão no momento de florar
Uma vaca com a língua a banhar
O bezerro sem água nem sabão
A plumagem e o canto do cancão
Que a todo sertanejo encanta
João
Paraibano é quem canta
As coisas mais puras do Sertão.
* Membro da Academia Serra-talhadense de Letras, professor de Geografia da rede estadual de Pernambuco e prof. titular da FAFOPST.
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Miguel Leonardo
terça-feira, 13 de novembro de 2012
DESPEDIDA
Para longe, muito longe
Hoje mesmo irei partir,
Portanto aqui eu estou
Pra poder me despedir
De você e então dizer-lhe:
Saudades irei sentir.
Eu fiz tudo o quanto pude
Pra conquistar seu carinho.
Não consegui, sendo assim
Seguirei outro caminho
Vejo que o meu destino
É viver sempre sozinho.
Perdoe-me se eu não resistir
E em sua frente chorar
Eu sei que será difícil
Minha emoção controlar.
Só me abrace fortemente
Pois talvez, talvez a gente
Nunca volte a se encontrar!
Hélio Leite - 2012
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Hélio Leite
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
22 DE AGOSTO - DIA DO FOLCLORE
O QUE É FOLCLORE?
De conservar o folclore
Todos têm obrigação,
Para que nunca descore
A popular tradição
Os homens de grande estudo
Como Mainá e Cascudo
Guardam sempre nos arquivos
Populares tradições,
Cantigas, superstições
E costumes primitivos.
Todos têm obrigação,
Para que nunca descore
A popular tradição
Os homens de grande estudo
Como Mainá e Cascudo
Guardam sempre nos arquivos
Populares tradições,
Cantigas, superstições
E costumes primitivos.
Você, caboclo, que cresce,
Sem instrução nem saber,
Escuta, mas não conhece
Folclore o que quer dizer;
O folclore é um pilão,
É um bodoque, um pião,
Garanto que também é
Uma grosseira cangalha
Aparelhada de palha
De palmeira ou catolé.
Sem instrução nem saber,
Escuta, mas não conhece
Folclore o que quer dizer;
O folclore é um pilão,
É um bodoque, um pião,
Garanto que também é
Uma grosseira cangalha
Aparelhada de palha
De palmeira ou catolé.
Posso lhe afirmar também
Folclore é superstição
O medo que você tem
Do canto do corujão.
Folclore é superstição
O medo que você tem
Do canto do corujão.
Folclore é aquele instrumento
Para o seu divertimento
Que chamamos birimbau,
E também a brincadeira
Ritmada e prazenteira
Chamada Maneiro-pau.
Para o seu divertimento
Que chamamos birimbau,
E também a brincadeira
Ritmada e prazenteira
Chamada Maneiro-pau.
Folclore, meu camarada,
Ouvimos a toda hora,
É estória de alma penada
De lubisome e caipora.
Preste atenção e decore,
Pois, com certeza, folclore
Ainda posso dizer
Que é aquele búzio de osso
Que você põe no pescoço
Do filho pra não morrer.
Ouvimos a toda hora,
É estória de alma penada
De lubisome e caipora.
Preste atenção e decore,
Pois, com certeza, folclore
Ainda posso dizer
Que é aquele búzio de osso
Que você põe no pescoço
Do filho pra não morrer.
É o aboio magoado
Do vaqueiro na amplidão,
É o festejo animado
Da debulha de feijão,
Carro de boi e gaiola
E desafio, à viola,
Do cantador popular.
E também a toadinha
Da Ciranda-cirandinha
Vamos todos cirandar.
Do vaqueiro na amplidão,
É o festejo animado
Da debulha de feijão,
Carro de boi e gaiola
E desafio, à viola,
Do cantador popular.
E também a toadinha
Da Ciranda-cirandinha
Vamos todos cirandar.
Eu e você que vivemos
No nosso pobre sertão
Muitas coisas inda temos
Da popular tradição;
Além de outras, o girau
E a carrocinha de pau
Em vez de bonito carro.
Que prazer, satisfação,
A gente comer pirão
Mexido em prato de barro!
No nosso pobre sertão
Muitas coisas inda temos
Da popular tradição;
Além de outras, o girau
E a carrocinha de pau
Em vez de bonito carro.
Que prazer, satisfação,
A gente comer pirão
Mexido em prato de barro!
E agora, prezado irmão,
Estes versos lhe dedico,
Lhe dei alguma noção
Do nosso folclore rico.
Não posso continuar,
Pois nada pude estudar,
De dentro do tema saio.
O resto lhe dirá tudo
Romão Filgueira Sampaio,
Mainá e Câmara Cascudo.
Estes versos lhe dedico,
Lhe dei alguma noção
Do nosso folclore rico.
Não posso continuar,
Pois nada pude estudar,
De dentro do tema saio.
O resto lhe dirá tudo
Romão Filgueira Sampaio,
Mainá e Câmara Cascudo.
Patativa do Assaré
do livro Cante Lá Que Eu Canto Cá
quarta-feira, 18 de julho de 2012
FOTOS DA CAATINGA
"A
caatinga também tem flores, frutos e água".
Miguel Leonardo
Divulgo aqui outras fotos da caatinga tiradas pelo professor e poeta Miguel Leonardo.
Quipá - Faz. Juazeiro – Serra Talhada/PE - 11/03/2012
Fazenda Extrema - Serra Talhada/PE
07°51’46,4”S 38°01’00,4”W 518m Rodovia PE 320 - Flores/PE
- 10/09/2011
Cipó-de-rego * 8°16’36,1” S
38°26’33,7” W 416m PE 390 S.
Talhada/PE - 02/11/2011
Camará - Faz.
Juazeiro – Serra Talhada/PE - 11/03/2012
Mucunã - 07°57’44,3” S 38°18’49,4” W
825m Serra Talhada/PE - 14/03/2012
Ipê roxo ou pau - d’arco - Rodovia CE 293 - Abaiara/CE - 18/06/2011
07°50’16,8” S
38°06’48,8” W 1084m Triunfo/PE
- 18/03/2012
Faz. Mucuitu - Serra Talhada/PE - 31/01/2011
Fruto do Ouricuri - Reserva ecológica do Padre Afonso - Mirandiba/PE - 30/01/2011
domingo, 8 de julho de 2012
10 ANOS SEM PATATIVA DO ASSARÉ
Hoje, 08 de julho de 2012, faz 10 anos que o Nordeste, o Brasil e o mundo ficou sem o poeta Patativa do Assaré. Homem simples, mas de sabedoria imensa, seus versos deram voz aos injustiçados, os esquecidos e mais necessitados. Faleceu em sua cidade natal, Assaré, aos 93 anos. Viva o Mestre!!
AMANHÃ
Amanhã, ilusão doce e fagueira,
Linda rosa molhada pelo orvalho:
Amanhã, findarei o meu trabalho,
Amanhã, muito cedo, irei à feira.
Desta forma, na vida passageira,
Como aquele que vive do baralho,
Um espera a melhora no agasalho
E outro, a cura feliz de uma
cegueira.
Com o belo amanhã que ilude a gente,
Cada qual anda alegre e sorridente,
Como quem vai atrás de um talismã.
Com o peito repleto de esperança,
Porém, nunca nós temos na lembrança
De que a morte também chega manhã.
Patativa do Assaré
domingo, 24 de junho de 2012
SAUDADE DA GOTA SERENA!
Da sua pele macia,
Da sua boca pequena,
Do seu cheiro, dos seus olhos,
Da sua voz tão amena...!
Pra lhe dizer a verdade
Estou sentindo saudade
Que só a gota serena!
24/06/12
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Hélio Leite,
SAUDADE
segunda-feira, 18 de junho de 2012
CARTÃO POSTAL DE JATIÚCA
Jatiúca certamente não tem
Coisa alguma pra chamar atenção
Tal qual à rara beleza de alguém
A qual é causa de admiração.
Refiro-me a uma mulher que contém
Traços esboçados com perfeição.
Ela é frajola, atraente e também
Tem um realce sem explicação.
Vejo nela o que falta nas demais,
Ela tem destaques especiais
E uma personalidade tão bela.
Por ser uma escultura divinal,
Defino-a, sim, como o cartão
postal
Da minha vila pequena
e singela.
Jatiúca, 30/04/00
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Cartão Postal,
Hélio Leite
terça-feira, 5 de junho de 2012
SÓ DEFENDE A NATUREZA QUEM SE SENTE PARTE DELA
(À Profº Célia
Marinho, grande
defensora do verde e
da vida)
- Mote de Ronilson Mascena -
Só quem sente,
realmente,
A responsabilidade
De dar à humanidade
Um amanhã mais decente,
Defende o meio ambiente,
Faz protesto, briga, apela...
Pois o presente revela
Que o futuro é de incerteza.
Só defende a natureza
Quem se sente parte dela.
Por exemplo, o
jardineiro,
Que é namorado da
flor
E ao jardim, com
todo amor,
Se dedica o tempo
inteiro.
O índio é outro
guerreiro
Apaixonado por ela,
Que defende a causa
em tela
Com bravura e com
grandeza!
Só defende a natureza
Quem se sente parte dela.
Quem fica rico matando,
Sufocando, poluindo,
Aterrando, destruindo,
Extraindo e desmatando,
Não está acreditando
Que a terra, mãe boa e bela,
No dia que se rebela
Faz da vingança a defesa...
Só defende a natureza
Quem se sente parte dela.
A “Eco
Noventa e Dois”
Não foi nada interessante:
Mil promessas no durante,
Poucas ações no depois...
Chico Mendes que se impôs
Na luta verde-amarela
Tombou defendendo a “vela”
Que “alguém” não queria acesa!
Foi o herói da Natureza!
Morreu na defesa dela!
Quer saber quando é que vão
Se lembrar de defendê-la?
Talvez só depois de vê-la
Sem ar, sem vegetação...
Sem a menor condição
De vida com base nela.
Mas REMORSO não cancela
Crime, culpa e safadeza!
Defenda a mãe-natureza
Pra se sentir parte dela!
Dedé Monteiro – Tabira/PE, 18/11/92
Do livro Mais Um Baú
de Retalhos – Pags. 137 a 139
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