“A saudade passou jogando flores
No velório do amor que assassinamos”
(num mote do poeta Maciel Correia)
NÓS DOIS E A SAUDADE
Nossa história amorosa foi daquelas
Que nos marcam tão contundentemente
Que no dia que acabam, mil sequelas
Tomam conta dos dois eternamente.
Quando um dia nos vimos, de repente,
Proibidos das nossas coisas belas,
Nosso esforço não foi suficiente
Para unir novamente as paralelas.
Separados, curtindo as mesmas dores,
Não sabemos, sequer, aonde é que vamos,
Nessa estrada sem chão, feita de horrores,
Onde os dois, a chorar, presenciamos
“A saudade passar jogando flores
No velório do amor que assassinamos”.
Dedé Monteiro