quinta-feira, 28 de abril de 2011

ABRAÇO DE REENCONTRO

Suave e doce, ao coração faz bem
Saber que, em breve, quem foi, sem aviso,
Retornará à procura de quem
Guarda a metade desse “prejuízo”.

Se o que retorna diz, por seu sorriso,
Que sofreu muito quando estava além,
O que o recebe sente que é preciso
Mostrar a força que esta volta tem.

E, eletrizados pelo instante mágico,
Tudo o que, há pouco, parecia trágico,
Vira uma festa de alegria e paz!

E, ante o silêncio que transborda o espaço,
Os dois combinam no mais longo abraço,
Pra que a saudade não retorne mais.

Dedé Monteiro - Tabira, 03/02/08
do livro Outros Retalhos - 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

VOU EMBORA PRO SERTÃO

Tenho andado pensativo
Em constante solidão,
Com uma saudade enorme
Dentro do meu coração.
Depois de muito pensar
Tomei esta decisão:
Quem não quiser ir que fique,
Mesmo que alguém me critique
VOU EMBORA PRO SERTÃO.

domingo, 3 de abril de 2011

SÓ TENHO AMOR

Sei que não posso lhe dar
Tudo quanto você sonha
E isso chega e me causar
Uma tristeza medonha!
Mas se quiser lhe darei
Algo, porém eu não sei
Se pra você tem valor.
Tenho bastante, não nego
E pra você eu lhe entrego
Todo o meu sincero amor.

Hélio Leite - 2001

terça-feira, 22 de março de 2011

DIA MUNDIAL DA ÁGUA


SE A ÁGUA É FONTE DE VIDA
NÃO DEIXE A VIDA MORRER

Já que não nos é possível
Barrar as águas dos rios
Para, durante os estios,
Matar a sede terrível;
Se o sol vai baixar o nível
Da água que faz viver,
É necessário aprender
A não fazê-la ofendida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.

Nesta terra abençoada,
Embora incompreendida,
Mesmo sem ser respeitada,
A água é fonte de vida.
Fonte de vida e de paz,
Porque sua falta traz
Desespero e desprazer.
Faça o que possível for,
Trate a água com amor,
Não deixe a vida morrer.

Pra quem possui consciência,
Nada traz mais desconforto
Do que ver um rio morto
No florescer da existência.
O rio a pedir clemência
Vendo a “ferida” crescer,
E os doutores do poder
Sem cuidar dessa ferida.
Se a água é fonte de vida,
Não deixe a vida morrer.

Recife, o Capibaribe,
Em São Paulo, o Tietê:
Fossas que o descaso exibe...
E as providências, cadê?...
Se a responsabilidade
Não renascer de verdade,
Pra coisa ser revertida,
Como uma espécie que afronta,
A morte vai tomar conta,
Matando a Fonte da Vida.

Em lugar de carro-pipa
Que tanto nos faz sofrer,
Poços, cisternas, açudes...
Água pra sobreviver.
A sagrada natureza
Exige a nossa defesa
Pra vida ser revivida.
Façamos, pois, por favor,
Uma corrente de amor
Em prol da Fonte da Vida!

Dedé Monteiro - Tabira/2004

domingo, 20 de março de 2011

MAIS UM LIVRO DE DEDÉ MONTEIRO

Capa
Capa e Orelha
Contra capa e Orelha
Primeira pág.

Este é o mais novo livro do Poeta Dedé Monteiro, são 177 páginas da mais autêntica poesia sertaneja.

Uma amostra:


O NORDESTE SE ENFEITA E SE PERFUMA
QUANDO O PRANTO DA NUVEM SE DERRAMA

Sem chover, o sertão fica pra trás;
Quando chove demais, fica também.
Deus precisa ficar num vai e vem,
Sem chover nem de menos nem de mais…
Pra provar que os contrastes naturais
Fazem parte do chão que a gente ama,
Sertanejo agradece pela lama,
Mas também sem o sol não se acostuma,
E o nordeste se enfeita e se perfuma
Quando o pranto da nuvem se derrama.

Tabira, 24/06/08

segunda-feira, 14 de março de 2011

14 DE MARÇO - DIA NACIONAL DA POESIA

A poesia é a arte da linguagem humana, do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticos transformaram a forma usual da fala em recursos formais, através das rimas cadenciadas.
As poesias fazem adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também.
Existem três tipos de poesias: as existenciais, que retratam as experiências de vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas.
A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.
Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou grandemente pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.
Sua indignação quanto ao preconceito racial ficou registrada na poesia “Navio Negreiro”, chegando a fazer um protesto contra a situação em que viviam os negros. Mas seu primeiro poema que retratava a escravidão foi “A Canção do Africano”, publicado em A Primavera.
Cursou direito na faculdade do Recife e teve grande participação na vida política da Faculdade, nas sociedades estudantis, onde desde cedo recebera calorosas saudações.
Castro Alves era um jovem bonito, esbelto, de pele clara, com uma voz marcante e forte. Sua beleza o fez conquistar a admiração dos homens, mas principalmente as paixões das mulheres, que puderam ser registrados em seus versos, considerados mais tarde como os poemas líricos mais lindos do Brasil.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola


A POESIA

Explicar a POESIA,
Ninguém consegue explicar.
É mais pesada que o chumbo,
É leve igualmente o ar…
É fina como o cabelo,
É bela como o luar!
Toca na alma da gente,
Fazendo rir ou chorar…
Faz a tristeza morrer
E o sonho ressuscitar...
A POESIA é tão santa
Que, quando um poeta canta,
Deus para pra escutar!
E, pra terminar, meu hino,
A POESIA, seu menino,
Como tudo que é divino
Não dá pra gente pegar…
Se eu pegasse a POESIA,
Porta em porta sairia
Igual um mendigo faz,
Pedindo não, dando esmola;
Tocando a minha "viola",
Cantando a canção da PAZ!

Dedé Monteiro

terça-feira, 8 de março de 2011

QUERER E PODER

Dia Internacional da Mulher de 2005

Mulheres todas, hoje é o grande dia!
Não qualquer dia como outro qualquer.
Hoje é seu dia! Vibrem de alegria!
Oito de Março, Dia da Mulher!

E não se esqueçam de, nessa euforia,
Reivindicar o que lhes aprouver.
Não se contenta só com ninharia
Quem tem certeza do que pode e quer.

Ninguém duvida que, na humana esfera,
Quem quer e pode, sempre se supera
E chega aos louros, com riso ou com pranto.

Que vocês queiram, cada dia mais,
E um dia possam construir a paz
Que os homens podem, mas não querem tanto.

Dedé Monteiro - 08/03/05

domingo, 6 de março de 2011

CARNAVAL

 Carnaval, tempo alegre, louco e santo,
Entre a sexta e a quarta da saudade,
Onde tudo revela um tanto ou quanto
De alegria, loucura e santidade.

Dedé Monteiro